sábado, 21 de março de 2020

A cura dos cegos do Coronavírus



A cura dos cegos do Coronavírus

Sermão do 4º. Domingo da Quaresma (Ano A) - 22 de março de 2020

Rev. Daniel do Amaral – IPU de Brasília

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João 9 – versão NAA
A cura de um cego de nascença
Enquanto Jesus caminhava, viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos perguntaram:
— Mestre, quem pecou para que este homem nascesse cego? Ele ou os pais dele?
Jesus respondeu:
— Nem ele pecou, nem os pais dele; mas isso aconteceu para que nele se manifestem as obras de Deus.É necessário que façamos as obras daquele que me enviou enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar. Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo.
Depois de dizer isso, Jesus cuspiu na terra, fez lama com a saliva e com a lama untou os olhos do cego. Então disse ao cego:
— Vá lavar-se no tanque de Siloé.
Siloé quer dizer “Enviado”.
O cego foi, lavou-se e voltou vendo. Então os vizinhos e os que antes o conheciam de vista, como mendigo, perguntavam:
— Não é este o que ficava sentado pedindo esmolas?
Uns diziam:
— É ele.
Outros:
— Não, mas se parece com ele.
O homem dizia:
— Sou eu.
10 Então lhe perguntaram:
— Como foram abertos os seus olhos?
11 Ele respondeu:
— O homem chamado Jesus fez lama, passou nos meus olhos e disse: “Vá ao tanque de Siloé e lave-se.” Então fui, lavei-me e estou vendo.
12 Eles perguntaram:
— Onde está ele?
Respondeu:
— Não sei.



Estamos vivendo um momento inédito na história do mundo moderno. 
A última vez que uma doença afetou o mundo em escala mundial foi, provavelmente, a chamada Gripe Espanhola, que não era espanhola, começou nos Estados Unidos, no início do século XX.
Em fevereiro de 1919, aqui no Brasil, foram fechadas escolas, estabelecimentos comerciais, cinemas, cabarés, bares, festas populares e partidas esportivas foram proibidas, tudo isso para evitar a aglomeração de pessoas. Isto, pois, as atividades que exigiam maior contato interpessoal aumentavam as chances de contaminação. Foram meses em que a vida social limitou-se ao máximo. Isso há exatos 101 anos.  Qualquer semelhança...
Outra coisa que aconteceu, na época, que agitou o meio político, foi a contaminação do Presidente da República, Rodrigues Alves, que acabou falecendo por causa da doença, ainda no início do seu segundo mandato.  Minha avó, dona Clotilde, contava que muitos pastores e crentes evangélicos morreram no Rio de Janeiro, e até algumas igrejas fecharam em 1919.
A pandemia aconteceu depois da 1ª. Guerra Mundial, que matou 8 milhões de pessoas, a maioria soldados com seus cadáveres deixados nos campos de batalha.  As condições sanitárias das cidades eram péssimas, e não havia conhecimento científico suficiente para combater o vírus.
O vírus causador dessa pandemia foi o H1N1, que voltaria depois de 90 anos, em 2009, sob a forma de gripe aviária, mas aí o mundo estava bem mais preparado.  E a mesma coisa está acontecendo agora com o vírus, o Coronavírus, da doença COVID-19.


No texto do Evangelho de hoje vemos a história de um homem cego de nascença.  Jesus estava caminhando por Jerusalém e o encontrou pela rua. Provavelmente ele estava na rua pedindo esmolas, porque não tinha condição de trabalhar. 
Quando os discípulos o encontram, logo fazem uma pergunta para Jesus:
— Mestre, quem pecou para que este homem nascesse cego? Ele ou os pais dele?
Quando alguém sofre uma condição ruim, uma doença, uma situação, a tendência das pessoas é a mesma dos discípulos.  Dois mil anos se passaram e nossa forma de pensar mudou muito pouco:  até prova em contrário, a culpa é da vítima.  Alguma coisa ela fez para merecer. Esse era o senso comum da religião de Israel, e funciona até hoje.
Porém, Jesus quebra essa lógica.  É nessa hora que Jesus, em vez de se preocupar em explicar a origem da situação do cego, ele vai lá e simplesmente resolve.  Ele cura aquele homem, sem recurso nenhum além da própria saliva e da terra.
Porque, a partir de Jesus, a nossa leitura da realidade é outra. Jesus precisa fazer diferença na nossa leitura da Palavra de Deus, porque o tempo da Lei passou, e nós estamos vivendo o tempo da Graça, o tempo do Evangelho.
Ele toca os olhos daquele homem, e manda que ele vá se lavar em um chafariz, em uma fonte de Jerusalém.  O homem vai lá, lava o rosto, e começa a enxergar!
As pessoas que conheciam o cego, ao vê-lo enxergando, começam a perguntar quem o tinha curado da cegueira.  Ele só sabe que o homem se chamava Jesus, mas ele não sabe onde Jesus está.  E mesmo que encontrasse Jesus pela rua, não ia reconhecer, porque ele não tinha visto Jesus, ele só começou a enxergar depois que lavou os olhos.
E outra coisa: aquilo que era para ser uma bênção na sua vida, acaba sendo uma grande dor de cabeça.  Os fariseus começam a interrogar o rapaz, vão até a sua casa perturbar os seus pais, e ainda fazem uma ameaça de morte.  Quando eles dizem ao rapaz a frase Dá glória a Deus, ele deve ter tremido. Porque falar essa frase era uma exigência feita aos condenados.  Quando uma pessoa ia ser apedrejada eles mandavam dar glória a Deus, e depois mandavam pedradas.
Moral da história:  enquanto ele estava cego, pedindo esmolas, jogado no meio da rua, ninguém se preocupava com ele.  Depois que foi curado, passou a enxergar, ganhou autonomia, teve sua vida transformada, isso incomodou muita gente, principalmente os religiosos.  Não é curioso?


A situação que estamos vivendo hoje, com essa pandemia do Coronavirus, deve nos fazer refletir, principalmente a partir desse texto em que nós estamos meditando nesta noite.
Boa parte do povo cristão no Brasil está preocupado com aquilo que causou a pandemia.  Uns põem culpa no governo chinês.  Chegam até a chamar o Coronavírus de vírus chinês.  Mas a gente olha no microscópio e não vê olhinho puxado no vírus não...
Outros põem a culpa no pangolim, um bichinho que tem lá no Oriente, mistura de tatu com tamanduá.  Dizem que foi dele que veio o coronavírus. Só que, se ninguém estivesse caçando esse bicho, ninguém tinha pego o vírus.  Então a culpa é dos caçadores, que estão ameaçando essa espécie de extinção. 
Outros preferem uma leitura moral teológica:  a culpa é do pecado da humanidade.
De fato, a humanidade tem pecado muito.  Mas não é de agora. E essa não é a única doença que tem assolado a humanidade recentemente. Há outras, e não é preciso ir muito longe.  Aqui no Brasil o sarampo e a dengue têm matado mais do que o Coronavírus.  Só que o coronavírus é importado, veio de fora, chegou de avião, na bagagem de pessoas de bom poder aquisitivo. Pelo menos, gente que tinha acesso a viajar para o exterior.  O coronavírus não veio com as domésticas, veio com os patrões.
Enfim, eu acho que é melhor a gente fazer como Jesus: se preocupara mais com a cura da doença do que com o motivo da sua existência.


Uma coisa que me chama atenção na COVID-19 é a coincidência do período mais grave dessa doença com a Quaresma.  Vocês já tinham reparado nisso?
Historicamente, a Quaresma sempre foi uma estação litúrgica de recolhimento, de quietude, de silêncio etc.  Foi por isso que inventaram o Carnaval. Era a última festa popular permitida antes da Quaresma.
Com o passar do tempo, ninguém passou a ligar mais para a Quaresma, só aqueles religiosos mais litúrgicos.
E, sem nenhum aviso, acontece essa situação que nos prende em casa, na companhia da nossa família, dos nossos pais, dos nossos irmãos de sangue, enfim, de pessoas que a gente tinha trocado pelos amigos, pelos colegas de trabalho, pelos parceiros afetivos, enfim, somos empurrados para dentro de casa, em um mundo que sempre nos puxa para fora de casa, porque fora de casa acontece o consumo, o lazer, a viagem, o uso dos serviços públicos.
Trata-se, então, de um vírus anticapitalista, que está arrepiando os cabelos do sistema produtivo, desde as gigantes da tecnologia, as maiores empresas do mundo, até o dono do mercadinho da esquina.
Não é hora se sermos oportunistas, de dizer que esse vírus não nos afeta porque somos um povo escolhido.  Não existe povo escolhido, isso nós lemos no Novo Testamento.
Mas existe um povo que sabe buscar a Deus nesses momentos e, sobretudo, sabe servir a Deus.  É a hora de nos colocarmos à disposição de quem precisa de nós – e muita gente precisa nessa hora.  É a hora de espalharmos mensagens convidando a ler a Palavra de Deus, a ter um tempo consigo mesmo e com Deus, já que não existe mais a desculpa da vida agitada, do mundo corporativo, das demandas das crianças, enfim.  É a hora manter nossas igrejas fechadas e entrarmos em nossos quartos para falar com Deus, sem muito alarde. 
O cego da fonte de Siloé só foi descobrir quem era Jesus mais tarde.  Jesus não saiu fazendo propaganda da cura que havia realizado.  Mas ele se apresentou àquele homem, e assim ele o conheceu.
Nós temos a autoridade de abrir os olhos das pessoas, para que elas possam finalmente ver Jesus.

sábado, 4 de novembro de 2017



A CADEIRA DE MOISÉS

Rev. Daniel do Amaral

Sermão do 31º. Domingo do Tempo Comum – Ano A
Domingo, 5 de novembro de 2017

Mateus 23:1-12 ARA
Jesus censura os escribas e os fariseus
Mc 12.38-40; Lc 11.37-52; 20.45-47
Então, falou Jesus às multidões e aos seus discípulos: 
Na cadeira de Moisés, se assentaram os escribas e os fariseus. 
Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem. 
Atam fardos pesados [e difíceis de carregar] e os põem sobre os ombros dos homens; entretanto, eles mesmos nem com o dedo querem movê-los. 
Praticam, porém, todas as suas obras com o fim de serem vistos dos homens; pois alargam os seus filactérios e alongam as suas franjas. 
Amam o primeiro lugar nos banquetes e as primeiras cadeiras nas sinagogas, as saudações nas praças e o serem chamados mestres pelos homens. 
Vós, porém, não sereis chamados mestres, porque um só é vosso Mestre, e vós todos sois irmãos. 
A ninguém sobre a terra chameis vosso pai; porque só um é vosso Pai, aquele que está nos céus. 
10 Nem sereis chamados guias, porque um só é vosso Guia, o Cristo. 
11 Mas o maior dentre vós será vosso servo.
12 Quem a si mesmo se exaltar será humilhado; e quem a si mesmo se humilhar será exaltado.


A religião é considerada uma coisa importante na vida das pessoas e na sociedade.  É feita para organizar a sociedade, e para frear as forças da barbárie. Sem religião, as pessoas saem pelo mundo fazendo “a vontade do corpo”, de forma descontrolada, e a sociedade vira um caos.
Assim, a religião foi usada para impor uma ordem na vida das pessoas. Em muitos casos, os dirigentes da sociedade eram os líderes da religião, ou pessoas aprovadas pelos religiosos.  Em muitos países isso acontece até hoje, especialmente nos países de maioria muçulmana.  A Europa era assim até não muito tempo atrás.
A Reforma Protestante, que acaba de completar 500 anos, foi quem começou a questionar essa relação entre o poder político e a liderança religiosa.
Na época que Mateus escreveu seu evangelho, o povo da Judeia era governado por três lideranças:  o procurador romano, o rei da Judeia, e os religiosos.  A vida do povo era controlada por essas três forças. Cada uma tinha seu campo de atuação, mas o dia a dia das pessoas era afetado por todas elas.
Os romanos cobravam impostos e não admitiam que seu poder fosse contestado.  O rei da Judeia governava com seus impostos e suas leis.  E os líderes religiosos – fariseus, escribas, saduceus, sacerdotes, etc. – impunham à população uma série de leis religiosas que eram impossíveis de serem cumpridas com perfeição. Nem Jesus Cristo cumpriu essas leis todas, e diversas vezes foi flagrado pelos fariseus por estar praticando alguma coisa condenada pelas leis que eles tinham formulado.
Por que todas essas leis?  A princípio, o objetivo era considerado meritório.
Os judeus, quando voltaram do exílio da Babilônia, passaram a viver em guerra com as forças da civilização grega. Até um porco foi sacrificado no templo de Jerusalém.
A juventude judia começava a praticar esportes olímpicos, que eram eventos em honra dos deuses gregos. Havia uma helenização da sociedade judaica. Depois vieram os romanos e se impuseram pela força militar.  Na frente do templo de Jerusalém havia uma estátua de uma águia romana para mostrar quem mandava em Jerusalém.


Então, como forma de resistência, os escribas, os sacerdotes e os fariseus criaram um sistema de regras, baseado na Lei de Moisés, que serviam para mostrar quem eram os verdadeiros judeus e quem não era.  Essa passou a ser a grande finalidade da religião judaica:  servir ao nacionalismo da Judeia e resistir à dominação romana.
Algo que não cabia em um grupo de privilegiados, de homens que conheciam a língua hebraica e os detalhes da Lei de Israel.
Ficavam de fora os romanos, os gregos, os samaritanos, os outros povos que viviam na Palestina, e os pobres analfabetos, mesmo que fossem descendentes de Abraão, porque não sabiam ler os livros da Lei. Os judeus que arrecadavam impostos para os romanos, então, eram abominados (os publicanos).  As mulheres, também, não tinham lugar nessa religião, porque os homens até agradeciam a Deus não terem nascido como mulher...    Era uma religião de exclusão.
Quando Jesus vem, ele vira tudo isso de cabeça para baixo.  Porque o propósito de Jesus não é defender o nacionalismo judaico, a resistência aos gregos e aos romanos.  Jesus quer resgatar o espírito da relação com o Deus de Israel, criando uma nova nação, sem fronteiras, sem esses limites culturais e nacionalistas.


Na cadeira de Moisés assentaram-se os escribas e os fariseus.
A cadeira tem um simbolismo:  o trono, a poltrona, a matéria da faculdade (cátedra).  Até aqui na igreja tem cadeiras especiais para pastores e presbíteros.
O interessante é que Jesus não se assentou na cadeira de Moisés.  Não precisava, é verdade...  Mas para as pessoas de seu tempo, teria um peso importante se ele tivesse assumido essa atitude.
O problema da igreja de hoje é que muitos pastores e líderes evangélicos se assentaram na cadeira, não de Moisés, mas na de Jesus mesmo.  Criaram uma cadeira para Jesus.  E, a partir dessa cadeira, querem dizer para o povo de Deus tudo que deve ou não deve fazer.  Sobretudo, em que candidatos votar nas eleições.
São comportamentos muito parecidos com o dos escribas e fariseus, 

5 Praticam, porém, todas as suas obras com o fim de serem vistos dos homens; pois alargam os seus filactérios e alongam as suas franjas. 
6 Amam o primeiro lugar nos banquetes e as primeiras cadeiras nas sinagogas, 7 as saudações nas praças e o serem chamados mestres pelos homens. 

Em comum com os escribas e fariseus, essas lideranças evangélicas têm esse apego pelo reconhecimento público. Comportam-se como celebridades. Ostentam um estilo de vida de prosperidade.  E se pronunciam com um linguajar religioso, voltado principalmente para separar os evangélicos do resto da população.  E querem impor à sociedade um estilo de vida que consideram como evangélico. É uma situação muito parecida com aquela que nós vemos no tempo de Jesus. Em nome da pureza da fé judaica, os escribas e fariseus, sentados na cadeira de Moisés (onde Jesus nunca quis sentar) eles ditavam as regras para manter na sociedade uma confraria de iluminados, escolhidos por Deus, para aparecerem como os melhores.
Uma outra característica desse grupo é o da incoerência.  Porque falam uma série de coisas mas fazem outras muito diferentes.  A gente não deve generalizar, mas pensemos em quantos políticos evangélicos – muitos deles pastores – estão sendo investigados (ou já foram até condenados) por corrupção, por receber propinas, dinheiro de origem ilícita, etc.  Aqui no DF tivemos até um político evangélico que recebeu propina e fez uma oração fervorosa de gratidão a Deus e ao deputado que lhe repassou o dinheiro.  Tudo isso foi filmado.
Aqui no Brasil, por uma série de razões, os pastores protestantes não adotaram a vestimenta tradicional das igrejas de origem, como a toga preta, a camisa clerical etc. Optaram por uma roupa típica de homens de negócio e de políticos: o terno e a gravata.  Coisas associadas ao dinheiro e ao poder.
São lideranças que falam bonito, têm o dom da palavra, afirmam defender a família e a sociedade contra as forças do mal, em nome da religião.  No entanto, o que Jesus recomenda e denuncia, conforme está no texto da leitura do evangelho, é:

3 Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem. 

Muitas vezes são pessoas capazes de produzir boas mensagens, mas a sua prática pode ir mesmo na direção contrária.   Porque muitos dos valores que defendem são financiados, são de interesse de grupos que pagam para dizerem o que dizem.


Agora, uma observação muito importante. Eu estou aqui denunciando e condenando um tipo de liderança evangélica, de diversas igrejas, mas eu tenho muita consciência de uma coisa:  nenhum de nós está livre de cair na mesma armadilha.  De sentar na tal cadeira de Moisés e se considerar melhor do que os outros, e, em nome do evangelho, criticar e condenar aquilo que outras pessoas pensam e fazem.
Estamos, muitas vezes, dispostos a apontar os erros e os pecados dos outros, mas, como Jesus adverte

4 Atam fardos pesados [e difíceis de carregar] e os põem sobre os ombros dos homens; entretanto, eles mesmos nem com o dedo querem movê-los. 

Esse sucesso por certas lideranças prósperas e poderosas é apresentado como um modelo ser imitado.  E aqui está o peso que é colocado sobre aqueles que o seguem.  Se você não reproduz esse modelo, deve ser por falta de fé, ou por maldição, ou por infidelidade na contribuição financeira, etc.


Não podemos ler esse texto apenas condenando terceiros.  Pregadores autoritários, infiéis ao chamado de Jesus.  Precisamos ler esse texto pensando em nós mesmos.  Precisamos olhar em que cadeira nos assentamos, se não é essa mesma cadeira de Moisés onde escribas e fariseus se assentaram.
O que Jesus nos chama a fazer é ter a disposição de ajudar aqueles que o procuram a levar o fardo de suas vidas.  O seu passado, seus conflitos, suas dúvidas, para responderem ao convite de Jesus de serem libertos.  Jesus não nos chama para sermos ricos.  Jesus nos chama para sermos livres!


De modo geral, é muito importante a gente aprender a ler a Bíblia para consolar e alegrar o nosso coração.  Porém, precisamos aprender a ler a Bíblia não só PARA nós, mas CONTRA nós.  Para que ela nos aponte novos caminhos.
Qual o modelo de igreja que Jesus propõe?  Ele mesmo declara:


Vós, porém, não sereis chamados mestres, porque um só é vosso Mestre, e vós todos sois irmãos. 
A ninguém sobre a terra chameis vosso pai; porque só um é vosso Pai, aquele que está nos céus. 
10 Nem sereis chamados guias, porque um só é vosso Guia, o Cristo. 
11 Mas o maior dentre vós será vosso servo.
12 Quem a si mesmo se exaltar será humilhado; e quem a si mesmo se humilhar será exaltado.


A Igreja de que o mundo precisa – e essa é uma observação muito importante nesses 500 anos de Reforma – é aquela que ajude as pessoas a suportar as suas cargas, e não aquela que sobrecarregue as pessoas para depois vir cobrar delas cargas insuportáveis.
Uma igreja cujas lideranças se levantem da cadeira de Moisés e saiam pelo mundo pregando o verdadeiro evangelho libertador de Jesus Cristo.



FIM

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Roteiro para uma celebração de Natal

Roteiro para uma celebração de Natal (Ano C)
Igreja Presbiteriana Unida de Brasília

¯Prelúdio
*     ADORAÇÃO
Oficiante:           As promessas dos profetas de Deus; as orações do povo de Deus; o anseio dos anos: todos se encontram em Belém.
Comunidade: "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu ... e ele será chamado Conselheiro maravilhoso, Deus Forte,
Pai da Eternidade, Príncipe da Paz ".
Oficiante: Seu nome é Jesus, e adorá-lo! A esperança, paz, alegria, e amor - que é a glória de Deus - Deus nos traz em Jesus. A vida nunca mais será a mesma.
Comunidade: Com profetas e Magos, anjos e pastores, Maria e José, as pessoas ordinárias e extraordinárias,  celebramos o mistério de Deus-conosco, Emanuel.
Todos: Oferecemos todo o coração a Jesus Cristo, cantando louvores, assim como servindo ao mundo necessitado que ele ama. A vela de Cristo está acesa.
Comunidade: Que, assim como a vela de Cristo está acesa, possa a nossa adoração a Deus aumentar como uma chama que aquece nosso coração e abençoa o mundo.
¯ Hino de louvor:                         Eis dos anjos a harmonia                       HE 11
Oração de Iluminação
¯Responso:                        Oh, vinde fiéis               HE 8    1ª.  estrofe
Leitura do Primeiro Testamento:         Isaías 9:2-7     
Comunidade:      Graças a Deus!
¯Responso:                        Oh, vinde fiéis               HE 8    2ª.  estrofe
&  Leitura do Novo Testamento                                  Tito 2:11-14
Comunidade:      Graças a Deus!
*     Aclamação do Evangelho
¯Responso:                                    Oh, vinde fiéis               HE 8    3ª.  estrofe
&  Leitura do Evangelho                                     Lucas 2:1-14 (15-20)
Comunidade:             Graças a Deus!
¯Responso:                                    Oh, vinde fiéis               HE 8    4ª.  estrofe

Proclamação da Palavra

¯ Hino de Gratidão:                          Vinde, cantai                 HE 12

LITANIA DE INTERCESSÃO:
Oficiante: Senhor amado, estamos rodeados de luz. Não negamos a escuridão que ainda se apodera do nosso mundo, de nossa comunidade, de nossas vidas, mas reconhecemos que a tua luz é mais forte. Tua esperança é mais forte. Teu amor é mais amplo. Tua alegria é mais profunda. Tua paz é mais substancial. Sejam bem-vindos aqui. Regozijamo-nos sobre o mistério da sua encarnação inimaginável com Simeão e Ana. Cantamos de alegria nos campos e na cidade com os anjos. Nos ajoelhamos junto a teu  berço humilde com os pastores. Tu vieste. E tudo é diferente. Que possamos nos aproximar de ti neste Natal. Que possamos partilhar a sua esperança. Que possamos estender o seu amor. Que possamos ser preenchidos com a tua alegria. Que possamos experimentar a tua paz. Vem, Senhor Jesus, vem!

Comunidade:   Vem, Senhor Jesus, e cura nossas nações divididas. Vem, Senhor Jesus, e cura nossas famílias desestruturadas. Vem, Senhor Jesus, e cura nossos corações partidos. Enche-nos com a tua paz.
Todos:           Vem, Senhor Jesus, vem!
Pai Nosso
¯ Hino de Envio:                   Noite de paz                          HE 7
*     Envio
Bênção apostólica
¯Amém Tríplice
¯Poslúdio                           Outra canção de Natal               Flávio Irala